Um testador com experiência em sistemas de pagamento suspeita que um campo de código de desconto possa aceitar uma string longa demais ou uma quantidade negativa. Em vez de derivar casos da especificação, ele projeta testes especificamente para provocar esses defeitos suspeitos: um código de 500 caracteres, uma quantidade negativa, um código contendo caracteres especiais. Isso é suposição de erro — usar a experiência do testador para antecipar quais defeitos podem estar presentes e projetar testes para expô-los.
A suposição de erro é uma técnica de caixa-preta ou caixa-branca? É uma técnica de projeto de teste baseada em experiência. A definição oficial a descreve como uma técnica de projeto de teste em que a experiência do testador é usada para antecipar defeitos — ela não depende da análise dos detalhes internos do código (caixa-branca) nem exclusivamente da especificação (caixa-preta), mas do conhecimento do testador sobre erros típicos.
Por que a suposição de erro é chamada de “baseada em experiência”? Porque seu poder vem da experiência do testador com sistemas semelhantes, erros típicos de programação e defeitos passados. Um testador novato vai supor menos casos e casos mais fracos.
A suposição de erro pode ser documentada? Sim. As equipes capturam sua experiência em listas de verificação de erros comuns, catálogos de defeitos e lições aprendidas, transformando conhecimento tácito em ideias de teste reutilizáveis.
A suposição de erro substitui outras técnicas? Não. Ela as complementa — as técnicas baseadas em experiência geralmente são combinadas com técnicas baseadas em especificação e baseadas em estrutura para ampliar a cobertura.
O teste exploratório é o mesmo que suposição de erro? Não. O teste exploratório é uma abordagem baseada em experiência em que os testes são simultaneamente projetados, executados e adaptados com base no aprendizado; a suposição de erro é uma técnica específica para antecipar defeitos. A suposição de erro frequentemente alimenta as sessões de teste exploratório.